Carta ao Pai

Pai cansei de brigar com você.
Eu desisto de você!
Qual é o problema da sua e da minha existência?
Onde você está?
Para onde estou indo?
Por isso desisto de você!
Por não responder
Não comparecer.
Foi esse meu egoísmo, que me afastou de você
Foi esse meu Hedonismo.
Apenas tenho a dor de não sentir
Olhos fatigados de tentar enxergar.
Qual o sentido dessa efêmera dádiva?
Esse lamento que derramo em palavras
É a procura por redenção.
A vontade se exauriu, a esperança se extinguiu
Em um verso embriagado.
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Deus é uma metáfora.

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Manuscrito de um olhar de peixe.
Sem mãos para tocar sinestesicamente o outro
Sem um coração parar amar platonicamente
Sem respostas nem perguntas apenas uma espessa interrogação em teus sentidos
Maciço narcisismo hereditário e hedonista
Que me consome durante anos
Entre uma febre e outra de vontades
A alma se imunda de desejo
Disléxico e santificado ainda se mantendo em terra
Um simples tormento físico, causa da embriagues precoce

Sem foto

Preciso renovar minha fé
Pois a angustia que sinto em meu âmago… Me consome todas as noites.
Essa continua sensação de pétalas caindo
Afoga-se em um redemoinho sem luz
Agora barganho relacionamentos e peço intervenção divina de Deus
Mas onde tu estas?
Ignorando o meu clamar!
Meu corpo coça e a chagas começam a aflorar
Dessa droga que nos deteriora a cada segundo
Denunciando o meu mal estar
Já nascemos com os nossos sonhos mortos e pecados ainda não pagos
De que adianta manter-se vivo?
Se já não somos mais crianças imaculadas pelo amor
De que adianta se os finais do enredo todos já conhecem a melodia fúnebre
De que adianta viver o momento se o final é certo
E o momento tão incerto e confuso quando isso que escrevo.
Talvez seja por isso que perdemos o onírico e o lúdico, com o calejar do tempo.
Às vezes não entendemos realmente o que perdemos
A imaginação tudo mais se definha ao nada, para o nada.
Apenas o instinto perpetua as espécies
Mundo louco
Não sabemos onde estamos e para onde iremos
Mundo louco
Anestesiados pelo cloreto de potássio que nos mata cada dia aos poucos
Ainda em teu âmago essa frustrante angustia que às vezes sabemos de onde vem e às vezes não
Mudo louco.
SDC14710

Pouso Alegre (MG) “Eis que ainda existe beleza nesse mundo, basta observar”

Feeling thoughtful.

“O destino a Deus pertence”. Frase muito usada por algumas pessoas…E essa é a questão
O destino a um Deus pertence?
Partimos da premissa do conceito religioso no monoteísmo, apenas existe um Deus e criador de tudo e de todos, um Deus monoteísta que foi sendo criado na antiguidade, já nas religiões politeísta no oriente já tem uma relação mais intrínseca com a natureza e pode ser também influenciado pela cultura, pelo seu povo e época.
Tudo o que acontece na vida ou aconteceu até agora foi planejado? Pois se temos um livre arbítrio cristão contraditório, onde um Deus ou a manifestação dele onipresente, onipotente onisciente nos concede essa dadiva contraditória?
Todas as escolhas (boas e ruins/o certo e o errado)
Podem ser denominadas como certo e errado a partir de um certo ponto de vista, pois o divino se isenta dessas definições que são totalmente criadas pela sociedade.
Tudo começou e tendeu a se desenvolver no conceito de certo e errado a partir do zoroastrismo iniciado pelos gregos e adotado e desenvolvido com os persas
Temos a partir daí o conceito de bem e mal de certo v.s. errado
Mas e o nosso trajeto ou passagem por esse plano terrestre
Já está marcada traçada, pré definida?
Não tem como afirmar que tudo está traçado ou definido se fugirmos do conceito calvinista que prega a premissa de que qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador, preservador, e governador de todas as coisas, sem exceção.
Mas bem, sabemos que o fim é certo, todos sabem disso
(Nossa única certeza na vida).
Estamos entregues ao desespero?
Ao fracasso?
A uma inútil existência?
O destino a um Deus pertence?
Em que você acredita?
Eu acredito na falta, no vazio, na angustia
No medo, na incerteza, no desespero…
Mas creio fielmente no Amor, na união, na paz
E felicidade…
Intensamente acredito na vida, no humano (demasiado humano)
Como individuo falho, mutável às vezes supérfluo
De inúmeras facetas e totalmente capaz de saber comandar o seu próprio rumo, destino.
“O homem faz a si próprio”.