“Sunyatha”

Como o costumeiro entorpecer das segundas-feiras fétidas, aromáticas…
Deslizo o cálice, sobre seus braços, minguados e latejantes incessantes de sensações oníricas, sensações essas que não se reproduzem mais, não proliferam em teu ser, morreram ao entardecer.
A alma ensebada, o tempo que passa, as pessoas que mudam, todo esse retrocesso louco que é o amadurecimento e viver, pois, necessitamos andar sobre nossas próprias pernas e seguir em frente por mais doloroso que possa ser….
E assim a sensação de dentes caindo o equilibro em desequilíbrio dos chacras é uma constante corriqueira, nesse plano terrestre e carnal.
O tempo muda, faz parte do processo que as vezes a melhor escolha é se afastar, deixa-lo fluir.
Como meu sangue que começa a escorrer, junto desse poema que começo a tecer, cada molécula, osso, músculo, membro, órgão do meu corpo nesse exato momento está sofrendo em dores…Porque “A hora da partida chegou, e seguimos nossos caminhos: eu para morrer, e você para viver. O que é melhor só Deus sabe”

Banda: Chademolusco+Obasquiat
Musica: “Sunyatha”
Álbum: “Unreleased track”
Duração: 1’56”
Data: 17/Julho/2017

Jeferson Peres: viola,violão, bateria e captação de áudio
Marco Antonio: violoncelo, escaleta, mixagem, filmagem edição de imagens
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Este áudio faz parte da coleção Sunyatha Records – Netlabel:
https://various18.bandcamp.com/

Bandcamp:
https://obasquiatofficial.bandcamp.com/

Youtube:
https://www.youtube.com/channel/UC1Z5…

Solfejos:
https://lupatica.wordpress.com/

Soundclound:
https://soundcloud.com/chademolusco

Facebook:
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Sunyata é um termo utilizado principalmente no budismo Mahayana, e tem o significado de vazio, reúne outras principais doutrinas budistas, particularmente anatta e pratītyasamutpāda. Referencia uma natureza sem distinções e dualidades.
O Shunyata, de acordo ao budismo, é um estado de iluminação, um momento em que o ser se encontra numa espécie de vácuo, e sua consciência se encontra além do nível mental, emocional, físico e energético, isto é, não pensa, não se emociona, não se movimenta fisicamente e nem perde ou ganha energia.
O Cristianismo o define como um estado de experiência divina ou contado com a divindade, e o define como sendo um estado de Êxtase.
Este estado é tratado pelas religiões orientais como sendo muito especial, algumas inclusive, afirmam que é o objetivo máximo da religião em si, isto é, alcançar e realizar tal estado pelo menos uma única vez em vida. Isso porque, segundo o budismo (tibetano, mahayana e outros), quando o ser alcança tal estado através da prática de meditação, sua consciência se expande enormemente, intuindo sua verdadeira identidade, natureza e lugar no cosmos.
É através de tal prática que o ser responde a terrível questão “Quem Sou?” ou “O que estou fazendo aqui?” e assim, a consciência se descobre, se vê, do interior para o exterior, sem nenhum apoio físico.
O budismo afirma categoricamente que o “Eu”, “Ego” ou “Self”, que são as noções ou formas da psicologia explicar nossa identidade, não são capazes de experimentar o Shunyata, tendo em vista que para chegar a tal estado, é necessário abandonar todo e qualquer senso de identidade própria, de auto-senso pessoal. Isso porque nossos sensos de identidade pessoal carregam memórias, crenças, pensamentos, ideias e conceitos, que nos impedem de “ver” o que apenas a consciência é capaz de ver, livre de pensamentos, livre de emoções, livre de correntes. E assim, experimentar a verdade, sem a interferência de nossas ideias e/ou crenças pessoais.
Outras religiões ou tradições religiosas como o Zen, Hinduísmo e também o Cristianismo, conhecem o Shunyata, mas talvez usem palavras diferentes, como Sunjata, Sunyata, Êxtase, Dhyana, Gnana, Shamadhi, Samadi, Satori e etc., são grafias semelhantes para a mesma palavra nas tradições religiosas orientais e descrevem a mesma experiência.

Carta ao Pai

Pai cansei de brigar com você.
Eu desisto de você!
Qual é o problema da sua e da minha existência?
Onde você está?
Para onde estou indo?
Por isso desisto de você!
Por não responder
Não comparecer.
Foi esse meu egoísmo, que me afastou de você
Foi esse meu Hedonismo.
Apenas tenho a dor de não sentir
Olhos fatigados de tentar enxergar.
Qual o sentido dessa efêmera dádiva?
Esse lamento que derramo em palavras
É a procura por redenção.
A vontade se exauriu, a esperança se extinguiu
Em um verso embriagado.
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Deus é uma metáfora.