Sempre suspeitei de que fossemos bichos, movidos pelas nossas vontades, anseios e desejos, instintos e primitivos.
Esse fogo interno que nos consome de uma hora para a outra, da noite para o dia.
Como animais sedentos por sensações quase oníricas de uma substancia qualquer… uma atmosfera estranha, cercada de névoa, como se vê apenas nos sonhos – ou quando bebemos demais ou tomamos alguma droga.
A prioridade é acreditar nos sonhos
Em entusiasmos precipitados, às vezes enxergamos a verdade que nos convém.
Porque somos humanos de espírito prematuro, a ansiedade não nos deixa esperar.
Não procuramos a servidão, algumas pessoas não reagem ao choque, são submissas ao que lhe é imposto!
O trabalho representa colocar as filosofias em dia, idéias emanadas pelo estado de espírito elevado.
A satisfação plena pelo gozo!
Buscar o prazer, a penetração profunda…
De nossas secreções e fluidos reprodutivos
A fêmea que atormenta os delírios
Pousa nua, em seu semblante as primeiras fagulhas do fogo primitivo, que move a humanidade.
Sente o borbulharão da overdose no estomago.
A força do membro em suas calças, carregado, pulsante, a cabeça é tomada pela vontade do coito!
Consumimos quase todas as drogas, menos a religião.
E assim vamos seguindo, nesse piscar que é a existência.

Banda: Immorallounge
Música: “Vermelha”
Vídeo teaser
Tempo: 0’58”
Data: 31/10/2017
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Este áudio faz parte da coleção Sunyatha Records netlabel:
https://various18.bandcamp.com

Immorallounge:
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Expressão sincera sobre a lei espiritual do Dharma ou lei do propósito de vida

Sempre tive (ainda tenho) essa frustração e essa “necessidade” de ser algo ter algumas poses, casar, ter filhos, comprar um carro ter um trabalho decente e ser bem visto socialmente.
Acreditamos durante muito tempo nessas coisas intrínsecas ainda mais agora em épocas confusas em nossa sociedade pós moderna, em minha medíocre existência sempre fui um desajustado social e nunca conseguia me encaixar em algum grupo ou lugar em que eu estava, mas revendo tudo de relance e reanalisando a minha pobre infância (e boa parte da vida adulta) pois o que sinto nesse exato momento é que, temos algo muito maior para realizar e nada nessa existência é por acaso, coisas boas e ruins sempre irão nos atentar mas elas fazem parte desse processo que é o crescimento, amadurecimento creio que tudo tenha um sentindo (poético ou não) e cada um tem sua missão, algo espiritual/religioso que fara algum sentindo para nossa existência plena hoje, agora ou mais tarde… cada sintoma, seja ele de melancolia de alegria ou momentos de profunda tristeza devemos agradecer pois estamos tendo o privilégio de trabalhar e expor essas emoções e mágoas que falam e ficam guardadas por muito tempo dentro do nosso ser, portanto agradeça por poder senti-las e expressa-las, por poder expurga-las e jorrar para fora, pois são crescimento espiritual, situações de autoconhecimento e desenvolvimento de si mesmo e isso faz bem!
As vezes vemos beleza na dor.
As vezes passamos tempo demais planejando o impossível.
Às vezes esquecemos o por que e como vivemos, pois, cada desejo e cada pensamento é uma oração.
Portando pense e deseje sempre o melhor.
Gratidão!
Paz, Amor e Empatia. ❤
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“Apenas contemplando a beleza que nos cerca”/Orquídeas alem de belas também são todas as plantas que compõem a família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes.

 

 

Rejeição…

A todo momento ou em algum momento nesse piscar de existência passamos pela rejeição uma sensação incomparável, uma das dores mais profundas que a experiência da vida pode nos ocasionar.
Da rejeição se constrói no amago, se desconstrói em raiva, melancolia, indubitavelmente se separa a alma do coração.
De um amor que seria infinito, que apenas se desmancha e desagua em lagrimas profundas proporcionadas pelo abandono.
Abandono da vontade, da essência e dos prazeres, pois clamo para essa dor cessar, essa cicatriz se fechar e um dia se curar…
Sem dizer uma palavra, sem olhar para mim…. Seguimos com nossas rotinas medíocres que nada dizem a nosso respeito, apenas mais uma dose da substancia perniciosa que nos deixa aparentemente mais felizes, uma dopamina engarrafada ou em doses homeopáticas do veneno letárgico da alma pungente.
O abandono provoca dor viva, aguda, penetrante, cáustica; lancinante.
Em todo esse processo apenas vemos ruinas e a queda.
Que moral vemos em tudo isso a não ser um retrocesso humano
Por mais vazio que tudo possa ser nesse momento
Não estamos isentos ou neutros nesse mundano alucinado de experiências e expectativas que criamos ao decorrer dos anos e do fatigado e fragmentado caminhar que é a vida
E enquanto enrolamos a corda em nossos pescoços, tudo se declina, tudo se inverte, tudo se esvanece…
Como querem ver as coisas daqui para frente?
Porque o coração não palpita mais, apenas bombeia o sangue e nos mantem vivos, em estado de alerta, euforia e nostalgia, pois como disse, não somos neutros nem isentos apenas somos humanos e sentimos.
Recessos e retrocessos para quem se afunda na lama cada dia, cada momento mais um pouco
Esse casulo do passado que ti prende precisa ser quebrado
Temos de nascer/renascer varias e outras vezes, pois assim como o fogo não somos os mesmos a cada segundo que escorre da ampulheta do tempo.
Um corpo inerte, frágil, flácido
Que não esboça mais reações, sem vida, a não existência e presença
Físico, material inanimado, metafisico
De onde vem para o nada de infinitos voltara
A sete palmos descanse…. Não pense, não sinta
Infinitos Eu’s de mim olhando para eu mesmo
A eterna duvida do desconhecido e duvidoso
Onde não existe a certeza o humano se retrai
A dúvida nunca conforta ou consola
Minha dose de surrealismo está entregue
Assim como um sonho que se manifesta como tormento noturno
Nascido sem cadeias, aprisionado pelo feitiço do amor
Ao fim desse desabafo, encerro a minha oração…
Banda: Obasquiat
Musica: “Sadness”
Duração: 0’47”
Data: 23/junho/2017
 
Marco Antônio: violoncelo,mixagem,filmagem e edição.

RESENHA: FINLEY, Moses. “História Antiga; Testemunhos e Modelos”

Os testemunhos literários são deturpados pela intensa adulteração presente na tradição manuscrita e, antes de mais nada, pela indiferença da maioria dos escritores da Antiguidade para com os assuntos econômicos, bem como por sua falta de métodos e seu descuido na apresentação de números; os testemunhos documentais disponíveis consistem, esmagadoramente, em papiros provenientes do Egito, uma aglomeração fortuita de documentos e fragmentos e extremamente limitados (ainda mais por não haver, um único proveniente de Alexandria, onde as condições do solo são impróprias para a preservação de papiros descartados.
Por isso vemos que o historiador não é neutro não é isento e o historiador não escreve verdades absolutas (mas deve chegar o mais próximo disso através de pesquisas estudos dos documentos que dispõem do assunto em questão e deve-se averiguar a veracidade do documento em questão), a história deve ser escrita a partir de um objeto, esse objeto é o homem em uma relação especifica em um determinado tempo e espaço.
Ao estudar e ou pesquisar uma determinada época, o historiador deve se atentar a questão do anacronismo, pois deve raciocinar (por mais complexo que possa ser) deve se pensar na forma especifica da época em que se estuda e não deve haver comparações com os tempos atuais (exemplo: questões sociais, culturais e religiosas)
É de total dever do historiador ter o repertório e as fontes para escrever a história, ele deve preceder os fatos através de pesquisas e fontes.
O historiador ao se aprofundar no passado ele não é isento e neutro pois tem total liberdade de escolher o seu recorte de estudo e analisar os fatos.
Se um fenômeno ou acontecimento ocorreu na antiguidade e não deixou vestígios ou se perdeu no tempo por questões ambientais: cheias, incêndios ou guerras ou descaso apenas ira dificultar.
Quanto mais antigo for o objetivo de estudo do historiador mais escasso é as chances de se encontrar documentos a respeito das épocas em questão.
Em certo sentido, todos os documentos originais que chegaram até nós, estão disponíveis graças à atividade arqueológica, profissional ou amadora, deliberada ou acidental. Se eu me restrinjo a registros/documentos escritos mesmo se isso não passar de uma marca em uma placa ou parede ou a algum objeto, devemos agregar importância mas também deve obter métodos de sua avaliação e interpretação que requerem uma consideração um tanto diferente no seu exame.
Uma constante ao estudar um documento é distinguir as seguintes preliminares a origem que podem ser duas, primeiro o documento pode ser proveniente de cidadãos comuns ou grupos, E de outro lado documentos originários de um órgão público ou seja o Estado.
A segunda é entre documentos destinados à circulação particular e ao conhecimento público.
Com tudo só podemos lamentar com relação aos registros e documentos da Antiguidade. Bem como a preservação do mesmo, eles são a representação de uma sociedade em que esse tipo de atividade é desenvolvida, a sua função que muda ou pode ser interpretada de forma erronia conforme a sociedade muda.
Do ponto de vista de pesquisa do historiador tudo pode ser visto como um documento histórico, marcas em tijolos, cerâmicas, inscrições em lápides, símbolos e legendas em moedas e os papiros do Egito. Tudo do ponto de vista do historiador pode ser considerado um documento histórico, agora cabe a ele saber qual a sua real função na época estudada em questão.
Mesmo sendo escasso na maioria das vezes os documentos da Antiguidade podem ser também, recibos e breves memorados a cartas, lista de impostos ou copias de decretos reais, tudo tendo sobrevivido graças a peculiar condição climática que ajuda na preservação dessas fontes.
O objetivo de todos os documentos era comunicar algum tipo de informação ou registrar alguma coisa ou acontecimento, mas não fornecer dados de definição política ou para uma análise, passada, presente ou futuro.
Pesquisas recentes demostram que existem documentos, (contrariamente as opiniões de gerações anteriores de papirologistas), que acreditavam em uma “economia planejada” no Egito antigo, em um “mercantilismo”, em um “capitalismo estatal” e até mesmo em um “socialismo estatal”, toda essa documentação é em grande parte, ilusória para o estudo da economia, pois esses conceitos ainda não precediam para o estudo da economia, embora valiosa por sua compreensão da mentalidade dos reis e de sua vasta burocracia.
Deve-se analisar também que apesar de toda essa documentação algumas sociedades da antiguidade não desenvolveram a escrita mas criaram avanços fenomenais em outras áreas com isso chegamos ao consenso de que cada civilização conseguiu se desenvolver de acordo com suas necessidades e conduções sociais e climáticas.
A escrita se cria e se desenvolve em algumas civilização como uma questão burocrática e administrativa e em outras ela não se desenvolve não por questão de inferioridade mas sim porque não havia a necessidade em questão.

Sobre o autor:
Sir Moses Finley (20 de maio de 1912 – 23 de junho de 1986) foi um historiador americano radicado na Inglaterra, especialista na economia do mundo greco-romano. Suas obras também incluem estudos sobre a política e sociedade gregas, e ensaios teórico-metodológicos sobre o estudo da Antiguidade. É o principal expoente da vertente primitivista[1] dos estudos sobre a economia antiga, defendendo que valores como o status e a ideologia cívica governavam a economia antiga ao invés de motivações econômicas racionais.

Principais obras:
Economy and Society in Ancient Greece (1953) – Economia e Sociedade na Grécia Antiga. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
The World of Odysseus (1954)
The Ancient Greeks: An Introduction to Their Life and Thought (1963).
Aspects of Antiquity: Discoveries and Controversies (1968) – Aspectos da Antiguidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
Early Greece: The Bronze and Archaic Ages (1970) – Grécia primitiva: Idade do Bronze e Idade Arcaica. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
The Ancient Economy (1973) – A economia antiga. Lisboa: Afrontamento, 1986.
Democracy Ancient and Modern (1973) – Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
Studies in Ancient Society, editor (1974).
The Use and Abuse of History (1975) – Uso e abuso da História. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
Ancient Slavery and Modern Ideology (1980) – Escravidão antiga e ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
The Legacy of Greece: A New Appraisal (1981), ed. – O legado da Grécia Brasília: EDUnB, 1998.
Politics in the Ancient World (1983) – Política no mundo antigo. Lisboa: Edições 70: 1997.
Ancient History: Evidence and Models (1985) – História antiga: testemunhos e modelos. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

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Arte Africana autor desconhecido – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP

As pétalas que escrevi seu nome afundaram-se no mar
O mesmo mar de abismos que é minha alma… De onde jamais resgatei nada, por isso desisto de ti, por não conseguir ti resgatar e deixar se afogar
Por não se dar ao perdão de sentir algo por nós mesmos
Por insano que me aches, desbocadamente louco vou seguir.
Pela vontade que tenho… O que podes tirar de mim?
Fora esse desespero angustiante… Essa frustração que é a existência
Que apenas me mata de forma lenta e dolorosa.
O ódio deveria ser algo execrável …Mas às vezes é necessário senti-lo, como uma cebola cortada que nos faz chorar lágrimas de lamento e incertezas
Pois não somos mais os mesmos…
E já se faz um bom tempo
Estamos nos perdendo de nossos sonhos, pois é o que eu sinto.
Desencadeio em palavras o que ainda resta deles, esses sonhos que são como crianças que inspiram inocência.
Porque no final nos tornamos as coisas que odiamos!
Para os males ela esta ai, eu posso tocar a sua voz de notas cintilantes.
Não diga como é seu semblante… Todos já sabem disso
São como os maravilhosos ácaros que se movem e nos devoram, nesse despertar rotineiro.
E nessas ultimas frases, me despeço de você, Adeus.
blg

“Já não nos reconhecemos, não somos mais os mesmo e também não sabemos quem somos… O infinito rodapé.”

Preciso renovar minha fé
Pois a angustia que sinto em meu âmago… Me consome todas as noites.
Essa continua sensação de pétalas caindo
Afoga-se em um redemoinho sem luz
Agora barganho relacionamentos e peço intervenção divina de Deus
Mas onde tu estas?
Ignorando o meu clamar!
Meu corpo coça e a chagas começam a aflorar
Dessa droga que nos deteriora a cada segundo
Denunciando o meu mal estar
Já nascemos com os nossos sonhos mortos e pecados ainda não pagos
De que adianta manter-se vivo?
Se já não somos mais crianças imaculadas pelo amor
De que adianta se os finais do enredo todos já conhecem a melodia fúnebre
De que adianta viver o momento se o final é certo
E o momento tão incerto e confuso quando isso que escrevo.
Talvez seja por isso que perdemos o onírico e o lúdico, com o calejar do tempo.
Às vezes não entendemos realmente o que perdemos
A imaginação tudo mais se definha ao nada, para o nada.
Apenas o instinto perpetua as espécies
Mundo louco
Não sabemos onde estamos e para onde iremos
Mundo louco
Anestesiados pelo cloreto de potássio que nos mata cada dia aos poucos
Ainda em teu âmago essa frustrante angustia que às vezes sabemos de onde vem e às vezes não
Mudo louco.
SDC14710

Pouso Alegre (MG) “Eis que ainda existe beleza nesse mundo, basta observar”

Se o Universo é um caos…

Se o Universo é um caos em total assimetria, qual os sentidos dos meus e seus anseios e vontades?
Se dizem que nada necessariamente precisa fazer sentido, que sentido teria a minha, a tua, a vossa existência?
Talvez estejamos mesmo jogados nesse acaso de desespero e incertezas mundanas, mas acredito piamente que como seres racionais e donos de nossos destinos e decisões somos totalmente passivos de mudanças tanto de hábitos quanto comportamentos.
Acredito no conhecimento e nos benefícios que ele pode nos trazer, pois somos feitos de células, moléculas, átomos, pensamentos e vontades, a vida que em si só já se basta como fenômeno extraordinário e efêmero, nos mostra a cada dia a sua beleza verdadeira e a sua crueldade, dois opostos que geram um caos mas um caos motivador, criativo e criador de expectativas e muitas vezes de surpresas (boas ou ruins) mas que no final nos ajudam a crescer e alimentar a nossa vontade de busca por felicidade plena, essa vontade nos faz humanos, nos faz verdadeiros e nos ajuda a nos conhecer intimamente, pois poucos conhecem a si mesmo (eu mesmo sei muito pouco de mim) mas é isso que impulsiona a humanidade a seguir em frente a romper barreiras e obstáculos e a acreditar.
Tudo é no seu tempo, portanto pratique o despego, pois o que é seu estará guardado intrinsecamente.
Pensando e repensando a postura diante do mundo
Algumas coisas simplesmente não morrem de uma causa natural ou de uma forma fácil, elas se transformam e evoluem.
Pois do Amor se tem a verdade e a verdadeira paixão que são únicos, intrínsecos, repensando na postura diante do mundo e que sempre estará um passo à frente em relação ao seu futuro! mas ainda assim uma sensação de amizade sensível ao toque, Isso tudo são questões filosóficas praticas, que a gente sempre se questiona mas nem sempre se tem respostas satisfatórias e instantâneas que apenas mostram um ponto de vista cientifico (pois na ciência só existe a razão) a criação do Universo e do nosso Universo multifacetado, sempre haverá coisas interessantes que é considerar a arte e a fé como manifestação real do que está dentro de nós como humanos e mundanos, e que tudo não passar de um caos livre e libertário onde isso tudo que está a nossa volta é lúdico e permitido, pois somos frutos desse caos… que manifestamos em conjunto pela essência da arte.
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