Manuscrito de um olhar de peixe.
Sem mãos para tocar sinestesicamente o outro
Sem um coração parar amar platonicamente
Sem respostas nem perguntas apenas uma espessa interrogação em teus sentidos
Maciço narcisismo hereditário e hedonista
Que me consome durante anos
Entre uma febre e outra de vontades
A alma se imunda de desejo
Disléxico e santificado ainda se mantendo em terra
Um simples tormento físico, causa da embriagues precoce

Sem foto

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As pétalas que escrevi seu nome afundaram-se no mar
O mesmo mar de abismos que é minha alma… De onde jamais resgatei nada, por isso desisto de ti, por não conseguir ti resgatar e deixar se afogar
Por não se dar ao perdão de sentir algo por nós mesmos
Por insano que me aches, desbocadamente louco vou seguir.
Pela vontade que tenho… O que podes tirar de mim?
Fora esse desespero angustiante… Essa frustração que é a existência
Que apenas me mata de forma lenta e dolorosa.
O ódio deveria ser algo execrável …Mas às vezes é necessário senti-lo, como uma cebola cortada que nos faz chorar lágrimas de lamento e incertezas
Pois não somos mais os mesmos…
E já se faz um bom tempo
Estamos nos perdendo de nossos sonhos, pois é o que eu sinto.
Desencadeio em palavras o que ainda resta deles, esses sonhos que são como crianças que inspiram inocência.
Porque no final nos tornamos as coisas que odiamos!
Para os males ela esta ai, eu posso tocar a sua voz de notas cintilantes.
Não diga como é seu semblante… Todos já sabem disso
São como os maravilhosos ácaros que se movem e nos devoram, nesse despertar rotineiro.
E nessas ultimas frases, me despeço de você, Adeus.
blg

“Já não nos reconhecemos, não somos mais os mesmo e também não sabemos quem somos… O infinito rodapé.”

“Sente no amago o ímpeto de encarar o mundo”

As vezes penso, por que esse pesar, porque ainda me importo
As minhas entranhas borbulham algo que eu nem sei de onde…
Mais pesado que uma flor, mais denso do que tu pensas de mim, receba de mim
A cabeça perdida, milhões de devaneios bons e ruins, gentileza, sutileza atitudes pouco usadas, ousado com furor fétido, exótico que escorre em arrogância pois mudamos, mas foda-se o que os outros acham, acharão ou podem achar…Assim como o rio seguimos o fluxo dos descontentes e desorientados da mesma forma como sempre fomos.
De humano que me considero as vezes só queria contato
Me desculpe pelo incomodo.
Meu estomago dói, porque está carregado desta droga que ainda insiste em pairar no ar (fétido) que respiro, inspiro e transpiro exalando esse cheiro que impregna na pele profundamente tem sabor amargo, metálico, zinco, carboidrato, sujo eis me aqui a cuspir o sangue sem ao menos saber se o amor realmente existe, sem saber qual o sentido disso tudo e da vida que tanto e tantas vezes recusamos senti-la. Damos importância apenas ao vício do que os outros pensam em uma doente existência completa, deturpada e letárgica de valores duvidosos, vista pelos olhos “enfumaçados”, “embaçados” ou dilatados.
Para a nossa alegria e negação, para nossa contemplação dos nossos preconceitos que insistimos em esconder.
Ao fim dessas frases, me desculpe por não ter sido breve.
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