Dor de cabeça digital

Computadores amontoados acinzentados, corpos embutidos em aplicativos
Entretenimento transformando em zumbi, apenas almas penadas que caminham, sem vida sem sucesso, carregados de “likes” e “post’s” mentirosos que ocultam a realidade que não querem enxergar, vida frágil sem continuidade, ativismo e vitimismo se entrelaçam em intrigas viscosas.
O mundo contemporâneo e individualista onde relacionamentos são “líquidos” e amizades digitais, rodeado por todos e sozinhos em nossos universos ao mesmo tempo a carência como companheira e a falta de afeto é maior nos tempos modernos, dentre outros tópicos discorridos no raciocínio que aqui se desenvolve mesclando-se sem limite, numa orgia de sexualismo desenfreado que faria da população uma nação de mulas e asnos.
A síndrome dessa doença é mental, um grito de desespero descarrego pelas manhãs carregado de frustração, com medo! Pois negamos ter essas sensações em nossos corpos destituídos de amor e empatia a essência é quem apenas clama por algo maior!
O coração palpita por algo que anseia que deseja o sangue borbulha com mais fluidez e velocidade e deseja sair do casulo e viver
Embriagados pela beleza psicotrópica Do suor em nome do senhor. E assim seguimos em nossos polos e continentes As cargas horárias de exposição na terra.
A modernidade nós concebeu barbitúricos que são prescritos por médicos holográficos que prometem curar essa dor de cabeça digital.
 
Marco Antônio
 
(“Dor de Cabeça Digital” publicado em 26 de janeiro de 2017 – São Paulo)
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Arte por Marco Antônio/ técnica mista e edição de cores no photoshop.

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Preciso renovar minha fé
Pois a angustia que sinto em meu âmago… Me consome todas as noites.
Essa continua sensação de pétalas caindo
Afoga-se em um redemoinho sem luz
Agora barganho relacionamentos e peço intervenção divina de Deus
Mas onde tu estas?
Ignorando o meu clamar!
Meu corpo coça e a chagas começam a aflorar
Dessa droga que nos deteriora a cada segundo
Denunciando o meu mal estar
Já nascemos com os nossos sonhos mortos e pecados ainda não pagos
De que adianta manter-se vivo?
Se já não somos mais crianças imaculadas pelo amor
De que adianta se os finais do enredo todos já conhecem a melodia fúnebre
De que adianta viver o momento se o final é certo
E o momento tão incerto e confuso quando isso que escrevo.
Talvez seja por isso que perdemos o onírico e o lúdico, com o calejar do tempo.
Às vezes não entendemos realmente o que perdemos
A imaginação tudo mais se definha ao nada, para o nada.
Apenas o instinto perpetua as espécies
Mundo louco
Não sabemos onde estamos e para onde iremos
Mundo louco
Anestesiados pelo cloreto de potássio que nos mata cada dia aos poucos
Ainda em teu âmago essa frustrante angustia que às vezes sabemos de onde vem e às vezes não
Mudo louco.
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Pouso Alegre (MG) “Eis que ainda existe beleza nesse mundo, basta observar”

Se o Universo é um caos…

Se o Universo é um caos em total assimetria, qual os sentidos dos meus e seus anseios e vontades?
Se dizem que nada necessariamente precisa fazer sentido, que sentido teria a minha, a tua, a vossa existência?
Talvez estejamos mesmo jogados nesse acaso de desespero e incertezas mundanas, mas acredito piamente que como seres racionais e donos de nossos destinos e decisões somos totalmente passivos de mudanças tanto de hábitos quanto comportamentos.
Acredito no conhecimento e nos benefícios que ele pode nos trazer, pois somos feitos de células, moléculas, átomos, pensamentos e vontades, a vida que em si só já se basta como fenômeno extraordinário e efêmero, nos mostra a cada dia a sua beleza verdadeira e a sua crueldade, dois opostos que geram um caos mas um caos motivador, criativo e criador de expectativas e muitas vezes de surpresas (boas ou ruins) mas que no final nos ajudam a crescer e alimentar a nossa vontade de busca por felicidade plena, essa vontade nos faz humanos, nos faz verdadeiros e nos ajuda a nos conhecer intimamente, pois poucos conhecem a si mesmo (eu mesmo sei muito pouco de mim) mas é isso que impulsiona a humanidade a seguir em frente a romper barreiras e obstáculos e a acreditar.
Tudo é no seu tempo, portanto pratique o despego, pois o que é seu estará guardado intrinsecamente.
Pensando e repensando a postura diante do mundo
Algumas coisas simplesmente não morrem de uma causa natural ou de uma forma fácil, elas se transformam e evoluem.
Pois do Amor se tem a verdade e a verdadeira paixão que são únicos, intrínsecos, repensando na postura diante do mundo e que sempre estará um passo à frente em relação ao seu futuro! mas ainda assim uma sensação de amizade sensível ao toque, Isso tudo são questões filosóficas praticas, que a gente sempre se questiona mas nem sempre se tem respostas satisfatórias e instantâneas que apenas mostram um ponto de vista cientifico (pois na ciência só existe a razão) a criação do Universo e do nosso Universo multifacetado, sempre haverá coisas interessantes que é considerar a arte e a fé como manifestação real do que está dentro de nós como humanos e mundanos, e que tudo não passar de um caos livre e libertário onde isso tudo que está a nossa volta é lúdico e permitido, pois somos frutos desse caos… que manifestamos em conjunto pela essência da arte.
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The future is black past and present also – Ep by Obasquiat

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https://bandcamp.com/EmbeddedPlayer/album=1565523346/size=large/bgcol=ffffff/linkcol=0687f5/tracklist=false/artwork=small/transparent=true/

Na data 13 de maio mas não de 1888 mas sim de 2016 não venho citar a “abolição” (ou coisa para inglês ver) mas sim fazer a exaltação da etnia sem se vitimizar mas com orgulho entrego-lhes esse meu manifesto artístico baseado no conceito do afrofuturismo e a toda cultura nossa que de nós foi retirada heis as metáforas sonoras do futuro aqui agora ecoam no novo ep do meu projeto Obasquiat
 
“The future is black past and present also” – Ep:
 
Este EP é apenas uma amostra um “souvenir” sonoro e delinear do próximo álbum.
A base deste ep é mostrar um som mais orgânico da banda como um todo, fugindo da ideia de trabalhar as “colagens” sonoras
Apesar de ser um trabalho recente e com novos sabores, este ep é um traço da identidade da banda, mostrando um lado com mais referências de rock alternativo e do jazz, poesia e música Africana.
A proposta do álbum é ter mais contato e trabalhar mais os conceitos do Afrofuturismo um, resgate da cultura negra ancestral, não é um retrocesso mas sim a busca pela verdade e valorização, auto afirmação do negro e toda a sua cultura, arte e musica tudo isso utilizando de elementos futuristas, pois no álbum a concertos com sintetizadores e novas tecnologias a busca pela modernidade sonora através da ancestralidade da identidade do povo negro, desmistificada e agregando o seu real valor
Este trabalho esta mais focado e menos espontâneo, com a participação de alguns músicos e com a introdução de novos instrumentos e ideias
Um novo ciclo está se formando, criando e buscando novos sons e experiências, assim este extended play (EP) deve ser considerado o primeiro passo do novo ciclo que esta se formando.
Com boas vibrações Saúdo-vos com essas metáforas sonoras de nossas vidas, todos são bem-vindos e divirtam-se tanto o quanto possível!
Sente-se, fique a vontade, compartilhe sempre o amor ao próximo.