Expressão sincera sobre a lei espiritual do Dharma ou lei do propósito de vida

Sempre tive (ainda tenho) essa frustração e essa “necessidade” de ser algo ter algumas poses, casar, ter filhos, comprar um carro ter um trabalho decente e ser bem visto socialmente.
Acreditamos durante muito tempo nessas coisas intrínsecas ainda mais agora em épocas confusas em nossa sociedade pós moderna, em minha medíocre existência sempre fui um desajustado social e nunca conseguia me encaixar em algum grupo ou lugar em que eu estava, mas revendo tudo de relance e reanalisando a minha pobre infância (e boa parte da vida adulta) pois o que sinto nesse exato momento é que, temos algo muito maior para realizar e nada nessa existência é por acaso, coisas boas e ruins sempre irão nos atentar mas elas fazem parte desse processo que é o crescimento, amadurecimento creio que tudo tenha um sentindo (poético ou não) e cada um tem sua missão, algo espiritual/religioso que fara algum sentindo para nossa existência plena hoje, agora ou mais tarde… cada sintoma, seja ele de melancolia de alegria ou momentos de profunda tristeza devemos agradecer pois estamos tendo o privilégio de trabalhar e expor essas emoções e mágoas que falam e ficam guardadas por muito tempo dentro do nosso ser, portanto agradeça por poder senti-las e expressa-las, por poder expurga-las e jorrar para fora, pois são crescimento espiritual, situações de autoconhecimento e desenvolvimento de si mesmo e isso faz bem!
As vezes vemos beleza na dor.
As vezes passamos tempo demais planejando o impossível.
Às vezes esquecemos o por que e como vivemos, pois, cada desejo e cada pensamento é uma oração.
Portando pense e deseje sempre o melhor.
Gratidão!
Paz, Amor e Empatia. ❤
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“Apenas contemplando a beleza que nos cerca”/Orquídeas alem de belas também são todas as plantas que compõem a família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes.

 

 

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Brasil Colonia Século XVIII e a situação do negro e os quilombolas

Em relação a algumas pesquisas e textos lidos, podemos considerar as fontes datadas do seculo XVIII, uma delas escrita em 1746 onde o então governador da capitania de Minas, Gomes Freire de Andrade alerta a coroa (portuguesa) a respeito dos negros, que se encontram em fuga, efetuando saques, considerados bárbaros e os mesmos se organizam em quilombos, onde se encontra cerca de mil negros, contando também com mulheres e crianças.
A questão citada, era que esses negros praticavam ataques as comarcas, viajantes e seus senhores, em carta a coroa também se alerta a respeito de que esses negros estão se organizando e elegendo os seus lideres.
Já em relação ao edital publicado em 1760 do governador interino da capitania de Minas, José Antônio Freyre, onde cita a crueldade praticada pelos negros insubordinados que viviam nos quilombos.
As províncias e seus senhores e colonos em situação de constante ameaça, citada pelo governador em edital pede que moradores dos respectivos distritos onde ocorre esses ataques por negros, que se unam aos capitães do mato na caça por quilombolas. Sendo que a coroa já alertada sobre o perigo que são os quilombos e os mesmos estão se organizando.
Vendo nos dois casos uma tensão entre escravos rebeldes e organizado em quilombos e de outro lado os colonos se organizando e se juntando com os capitães do mato no combate aos negros quilombolas.
Outro fator que deve ser observado é que se trata de uma sociedade escravista essa do Brasil Colonia em meados do seculo XVIII (mesmo a mão de obra e o comercio de escravos já estar se demostrando um meio inviável e de pouco lucro para o senhores de engenho) uma sociedade onde o negro, mulato e mestiço detêm todos os males da sociedade, uma sociedade complexa e ainda sem uma “identidade” definida, pois a nossa nação descende de uma miscelânea de raças e culturas (que um modo ou outro foram”forçadas” a conviverem juntas e não em pé de igualdade mas com uma divisão de classes bem simples entre senhores detentores de terras e escravos vindos da Africa ou mão de obra escrava indígena) em resumo, uma sociedade complexa onde o elemento branco colonizador, sente-se ameaçado.

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Resenha: “Apologia da História ou O Ofício de Historiador”

De início a pergunta, o que é história e qual sua função? (Pergunta indagada pelo filho do autor durante a introdução do livro) Pois a história por si só é uma palavra que engloba outras vertentes, que podem ser de uma época, de um acontecimento, de um povo, em virtude do seu nome que remete ao povo helênico a história é em si uma ciência (mesmo havendo discordância por parte de alguns) que a partir do uso de estudos e ferramentas, podemos “decifrar” o passado e entender um pouco melhor através dos recortes alguns aspectos das antigas civilizações.
Em contrapartida o foco de estudo da história deve ser o homem (prefiro usar o termo ser humano) e a sua intervenção no tempo, na terra e no mundo, pois este será o seu objeto de pesquisa.
Por outro lado, vemos também que o estudo da ciência chamada história por si só também se reverte em outra coisa chamada tradição (ou estudo desse fenômeno), que pode ser através de um comportamento passado de geração a geração, pela oratória, vendo dessa forma podemos classificar como uma arte, pois essa forma de aprendizado e comunicação que os mais antigos e até algumas tribos tem o costume de ensinar, praticar e mostrar os antepassados e seus costumes aos mais novos, devemos pensar que a história e seu estudo devem ser considerados tanto uma ciência quanto uma arte, pois nessa área é necessário o “tato” (sensibilidade) e a atenção e dedicação .
Ao pensar em história devemos também ter em mente a seguinte ideia, de que trabalhamos com o tempo, que é continuo e passa por séculos e séculos de ideias, pensamentos, revoluções e afins o estudo da história deve ter embasamento nesse contexto, pois a partir do momento em que se trabalha com recortes, estamos adentrando em uma determinada época e tempo específico, costumes e conceitos daquele período em questão.
O que se estuda? A motivação (não sei se essa seria a palavra mais adequada) que impulsiona o estudo da história é em sempre querer ou tentar desvendar a “verdade” ou as “verdades” conhecer a origem primordial do homem em simples resumo, o início, o que move e deve mover um historiador deve ser o seu senso de curiosidade, (acredito que eis aqui algo que está intrínseco) querer saber o porquê das coisas, algo que a filosofia também já vinha fazendo nos tempos de Grécia antiga a partir dos sofistas.
O objeto de estudo, o passado, não se deixar levar por anacronismos, deve-se ter em vista, a época, o tipo de civilização e cultura e costumes (que muitas vezes divergem dos nossos contemporâneos) deve-se uma observação muito importante, pois ao estudarmos esses fenômenos históricos em seu determinado tempo, não temos como afirmar ao certo, determinado acontecimento, são apenas especulações através de recortes, no caso do estudo de civilizações mais antigas.
O autor Marc Bloch também faz uma referência interessante que para podermos compreender o presente deve analisar o passado e não ignorar, pois daí tiramos as conclusões para melhor compreensão dos tempos atuais a grosso modo uma troca de gerações, apesar de que como o autor diz o presente em si, pode ser considerado algo volátil pois ele acontece e por si só ser torna passado.
Outro ponto de vista que também podemos citar é que ao estudar a história e as figuras históricas e seus acontecimentos e feitos, deve pensar com a mentalidade (ou pelo menos ter uma noção de compreensão) da época em questão, quais eram as questões sócia e políticas, porque o objeto de estudo, entende-se o homem por si só é um ser totalmente mutável e imutável.
Não cabe ao historiador ter visão apenas ao passado (apesar de essa ser a sua função) o mesmo também deve ter olhos para o presente, o universo a sua volta pois tudo é uma consequência de processos históricos entre o arcaico e a modernização, pois dessa forma cabe ao historiador sempre observar e absorver o mundo a sua volta, “o conhecimento do presente ser diretamente ainda mais importante para a compreensão do passado”.
Os fatos estão aí para serem estudados, mas em referência ao autor Marc Bloch não possível chegar em uma verdade absoluta sobre os fatos e acontecimentos, pela escassez de documentos por se trata de períodos antigos ou a total eliminação deles.
Não é possível ter um conhecimento de todos os fatos históricos em uma vida, recomenda-se estudar aquilo que tem mais afinidade dessa forma os estudos podem fluir melhor.
Uma característica do historiador é que o mesmo, como havia dito, trabalha com a observação dos fatos, com teorias e especulações, nenhum historiador pode ou deve afirmar um fato/recorte histórico, porque simplesmente o mesmo não estava lá como testemunha ocular, portanto cabe ao historiador “investigar” os documentos e testemunhos do recorte estudando em questão, esse processo de “investigar” o passado, trabalhar com relatos que muitas vezes mostram apenas um ponto de vista em questão existe a necessidade de trabalhar com vários relatos, trabalhar com o raciocínio até mesmo para entender melhor os ritos e costumes que muitas vezes ficaram ou ficam perdidos no tempo (pois não a testemunhos e escassez de documentos e referencias) daí cabe ao historiador buscar o documento histórico, esse resíduo deixado para atrás um trabalho geralmente exercido pelo arqueólogos também, no caso de escavações onde são encontradas ossadas, cidades, resíduos de antigas civilizações e que muitas vezes podem elucidar (ou não) os costumes e hábitos desses povos, portanto segundo Bloch o historiador deve estar atendo sempre a respeito dos lugares onde ele pode pesquisar seja dos ritos religiosos até a sua própria língua falada e sua origem.
Mas deve acima de tudo ter cautela, deve se verificar autenticidade do documento (principalmente documentos escritos) portanto é imprescindível para o historiador a crítica pois existe vários relatos sobre a falsificação na história e por causa do senso crítico e sensibilidade foi comprovado a falsificação desses documentos através das escritas, o tipo de papel, a arqueologia, os materiais utilizados, restos mortais, dentre outros, são formas de identificação da autenticidade dos elementos encontrados.
Ao estudar essa ciência deve ter em mente o instinto de farejar sempre, buscar e pesquisar o assunto e procurando não a verdade absoluta, mas o mais próximo dela, porem muitas vezes não temos acesso pois muitos desses documentos forma destruídos, sejam por guerras, invasões ou revoluções ou até em alguns casos as condições climáticas que nesse tipo de situação muita coisa acaba se perdendo o que é algo triste porque no final das contas acaba até dificultando o trabalho do historiador.
O autor mostra essa ênfase na crítica no trabalho árduo da dúvida pois se trabalhamos com relatos e testemunhos orais e documentos quer podem ser facilmente manipulados, vemos que o historiador em seu oficio deve sempre trabalhar a crítica e analisar minuciosamente os fatos, nas palavras do próprio autor “entre a mentira e a verdade, permitem uma triagem” assim vemos que a verdade ou proximidade dela é uma das funções básicas de um historiador em relação a crítica dos seus documentos em questão, a cabe ao mesmo abolir preconceitos e receios durante esse processo, nesse processo da crítica como cita o autor deve-se extorquir a informação apresenta no documento ou que as vezes o mesmo nem tem a intenção de mostrar, portanto não acredite em tudo que vê e que lê. Sim o oficio da história permite que ele trabalhe com a mentira como cita o autor, na idade média havia uma onda de falsificação de documentos, que para alguns pode ser a fonte inesgotável de problemas se não for analisada de forma crítica e correta e ainda assim não perdendo seu valor histórico.
Portanto deve-se ter senso crítico, a autenticidade do documento e sempre observando o presente para poder melhor compreender o passado e seu tempo de estudo.
O historiador segundo o autor deve se manter neutro no sentindo de julgar o período ou cultura em questão, não cabe ao historiador julgar outras civilizações como melhores ou piores, mas sim em compreender como esse organismo funciona e assim mostrar que através de analises e estudos se faz o trabalho do historiador sempre trabalhando o senso crítico.
A função básica historiador como já havia dito é em compreender a história e seu momento de estudo e analise em questão, portanto não cabe ao historiador vangloriar ou condenar figuras ou “heróis” do passado, mas sim analisa-los e tentar explicados dentro do máximo possível da vertente verdade.
Partimos da premissa do conceito religioso no monoteísmo, apenas existe um Deus e criador de tudo e de todos, um Deus monoteísta que foi sendo criado na antiguidade, já nas religiões politeísta no oriente já tem uma relação mais intrínseca com a natureza e pode ser também influenciado pela cultura, pelo seu povo e época vendo essas discrepâncias chegamos que o historiador não pode ser influenciado pela sua paixão, crença ou influencias externas o seu estudo se baseia nas analises (como já havia dito) não temos nenhuma influência sobre os acontecimentos e fatos, rotinas e destinos, um lugar onde a opinião individual é nula, apenas o coletivo amórfico da civilização estudada em questão é o que nos impulsiona.
Vemos também que cabe ao historiador fazer o seu próprio recorte do que pretende estudar em questão nesse caso o próprio tem total autonomia nesse sentindo pois sabemos que não é possível ter um conhecimento geral sobre toda a história uma reles existência humana não daria conta de tanta informação, portanto o autor recomenta que se faça esse recorte e que se tenha um foco objetivo no objeto estudado.
A história em si é uma ciência mesmo com algumas opiniões divergentes, mas ao mesmo tempo em que é ciência ela também necessita de outras ciências, a heurística mostra bem a forma como deve ser trabalhado a buscar por documentos, traços deixados pelo homem no decorrer do tempo por parte do historiador.
A nomenclatura dos e aspectos de uma sociedade deve ser bem definidos pelo historiador para dessa forma não gerar uma demasiada confusão entre os fatos descritos que podem ser desde de práticas, crenças, religião ou política. A história tem o seu vocabulário próprio, portanto, em sua maior parte, da própria matéria de seu estudo, por um longo uso, ambíguo, aliás, não raro desde a sua criação, um bom exemplo é o caso do vocábulo burguês que no sentindo história existe uma grande diferença entre o burguês da idade média com o burguês pós revolução industrial a mesma palavra, mas que muda de figura de acordo com o período do tempo estudado em questão, segundo o próprio autor “Este é o procedimento natural do caráter tradicionalista inerente a toda linguagem, assim como a pobreza de inventividade da qual sofre a maioria dos homens.”
Já no ultimo capitulo (sem título) o autor mais uma vez dá a sua ênfase ao estudo da história através de recortes, o estudo fragmentado das eras passadas, através de recortes, eis que em resumo o ofício do historiador deve ser sempre em estudar o homem em função do tempo, compreender o passado com o olhar contemporâneo, sem permitir a projeção de anacronismos, e buscar sempre pela verdade (mesmo que não absoluta, mas próxima) independente do impacto que ela poderá trazer consigo.
O autor também cita ideias do positivismo em relação ao acontecimentos e casos estarem atrelados uns aos outros e que o historiador e suas produções também terão consequências e influencias a grosso modo, ação e reação.
No capítulo V se resume basicamente a essas referências, já que o autor Marc Bloch foi fuzilado em 16 de 1944 durante a segunda guerra mundial e seu livro “Apologia da história ou o ofício de historiador” foi publicado após a sua morte.
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Apologia da História ou O Ofício de Historiador
Publicado por Lucien Febvr em 1949 é uma publicação póstuma do historiador Marc Bloch.

RESENHA: FINLEY, Moses. “História Antiga; Testemunhos e Modelos”

Os testemunhos literários são deturpados pela intensa adulteração presente na tradição manuscrita e, antes de mais nada, pela indiferença da maioria dos escritores da Antiguidade para com os assuntos econômicos, bem como por sua falta de métodos e seu descuido na apresentação de números; os testemunhos documentais disponíveis consistem, esmagadoramente, em papiros provenientes do Egito, uma aglomeração fortuita de documentos e fragmentos e extremamente limitados (ainda mais por não haver, um único proveniente de Alexandria, onde as condições do solo são impróprias para a preservação de papiros descartados.
Por isso vemos que o historiador não é neutro não é isento e o historiador não escreve verdades absolutas (mas deve chegar o mais próximo disso através de pesquisas estudos dos documentos que dispõem do assunto em questão e deve-se averiguar a veracidade do documento em questão), a história deve ser escrita a partir de um objeto, esse objeto é o homem em uma relação especifica em um determinado tempo e espaço.
Ao estudar e ou pesquisar uma determinada época, o historiador deve se atentar a questão do anacronismo, pois deve raciocinar (por mais complexo que possa ser) deve se pensar na forma especifica da época em que se estuda e não deve haver comparações com os tempos atuais (exemplo: questões sociais, culturais e religiosas)
É de total dever do historiador ter o repertório e as fontes para escrever a história, ele deve preceder os fatos através de pesquisas e fontes.
O historiador ao se aprofundar no passado ele não é isento e neutro pois tem total liberdade de escolher o seu recorte de estudo e analisar os fatos.
Se um fenômeno ou acontecimento ocorreu na antiguidade e não deixou vestígios ou se perdeu no tempo por questões ambientais: cheias, incêndios ou guerras ou descaso apenas ira dificultar.
Quanto mais antigo for o objetivo de estudo do historiador mais escasso é as chances de se encontrar documentos a respeito das épocas em questão.
Em certo sentido, todos os documentos originais que chegaram até nós, estão disponíveis graças à atividade arqueológica, profissional ou amadora, deliberada ou acidental. Se eu me restrinjo a registros/documentos escritos mesmo se isso não passar de uma marca em uma placa ou parede ou a algum objeto, devemos agregar importância mas também deve obter métodos de sua avaliação e interpretação que requerem uma consideração um tanto diferente no seu exame.
Uma constante ao estudar um documento é distinguir as seguintes preliminares a origem que podem ser duas, primeiro o documento pode ser proveniente de cidadãos comuns ou grupos, E de outro lado documentos originários de um órgão público ou seja o Estado.
A segunda é entre documentos destinados à circulação particular e ao conhecimento público.
Com tudo só podemos lamentar com relação aos registros e documentos da Antiguidade. Bem como a preservação do mesmo, eles são a representação de uma sociedade em que esse tipo de atividade é desenvolvida, a sua função que muda ou pode ser interpretada de forma erronia conforme a sociedade muda.
Do ponto de vista de pesquisa do historiador tudo pode ser visto como um documento histórico, marcas em tijolos, cerâmicas, inscrições em lápides, símbolos e legendas em moedas e os papiros do Egito. Tudo do ponto de vista do historiador pode ser considerado um documento histórico, agora cabe a ele saber qual a sua real função na época estudada em questão.
Mesmo sendo escasso na maioria das vezes os documentos da Antiguidade podem ser também, recibos e breves memorados a cartas, lista de impostos ou copias de decretos reais, tudo tendo sobrevivido graças a peculiar condição climática que ajuda na preservação dessas fontes.
O objetivo de todos os documentos era comunicar algum tipo de informação ou registrar alguma coisa ou acontecimento, mas não fornecer dados de definição política ou para uma análise, passada, presente ou futuro.
Pesquisas recentes demostram que existem documentos, (contrariamente as opiniões de gerações anteriores de papirologistas), que acreditavam em uma “economia planejada” no Egito antigo, em um “mercantilismo”, em um “capitalismo estatal” e até mesmo em um “socialismo estatal”, toda essa documentação é em grande parte, ilusória para o estudo da economia, pois esses conceitos ainda não precediam para o estudo da economia, embora valiosa por sua compreensão da mentalidade dos reis e de sua vasta burocracia.
Deve-se analisar também que apesar de toda essa documentação algumas sociedades da antiguidade não desenvolveram a escrita mas criaram avanços fenomenais em outras áreas com isso chegamos ao consenso de que cada civilização conseguiu se desenvolver de acordo com suas necessidades e conduções sociais e climáticas.
A escrita se cria e se desenvolve em algumas civilização como uma questão burocrática e administrativa e em outras ela não se desenvolve não por questão de inferioridade mas sim porque não havia a necessidade em questão.

Sobre o autor:
Sir Moses Finley (20 de maio de 1912 – 23 de junho de 1986) foi um historiador americano radicado na Inglaterra, especialista na economia do mundo greco-romano. Suas obras também incluem estudos sobre a política e sociedade gregas, e ensaios teórico-metodológicos sobre o estudo da Antiguidade. É o principal expoente da vertente primitivista[1] dos estudos sobre a economia antiga, defendendo que valores como o status e a ideologia cívica governavam a economia antiga ao invés de motivações econômicas racionais.

Principais obras:
Economy and Society in Ancient Greece (1953) – Economia e Sociedade na Grécia Antiga. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
The World of Odysseus (1954)
The Ancient Greeks: An Introduction to Their Life and Thought (1963).
Aspects of Antiquity: Discoveries and Controversies (1968) – Aspectos da Antiguidade. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
Early Greece: The Bronze and Archaic Ages (1970) – Grécia primitiva: Idade do Bronze e Idade Arcaica. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
The Ancient Economy (1973) – A economia antiga. Lisboa: Afrontamento, 1986.
Democracy Ancient and Modern (1973) – Democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
Studies in Ancient Society, editor (1974).
The Use and Abuse of History (1975) – Uso e abuso da História. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
Ancient Slavery and Modern Ideology (1980) – Escravidão antiga e ideologia moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1991.
The Legacy of Greece: A New Appraisal (1981), ed. – O legado da Grécia Brasília: EDUnB, 1998.
Politics in the Ancient World (1983) – Política no mundo antigo. Lisboa: Edições 70: 1997.
Ancient History: Evidence and Models (1985) – História antiga: testemunhos e modelos. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

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Arte Africana autor desconhecido – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP

Se o Universo é um caos…

Se o Universo é um caos em total assimetria, qual os sentidos dos meus e seus anseios e vontades?
Se dizem que nada necessariamente precisa fazer sentido, que sentido teria a minha, a tua, a vossa existência?
Talvez estejamos mesmo jogados nesse acaso de desespero e incertezas mundanas, mas acredito piamente que como seres racionais e donos de nossos destinos e decisões somos totalmente passivos de mudanças tanto de hábitos quanto comportamentos.
Acredito no conhecimento e nos benefícios que ele pode nos trazer, pois somos feitos de células, moléculas, átomos, pensamentos e vontades, a vida que em si só já se basta como fenômeno extraordinário e efêmero, nos mostra a cada dia a sua beleza verdadeira e a sua crueldade, dois opostos que geram um caos mas um caos motivador, criativo e criador de expectativas e muitas vezes de surpresas (boas ou ruins) mas que no final nos ajudam a crescer e alimentar a nossa vontade de busca por felicidade plena, essa vontade nos faz humanos, nos faz verdadeiros e nos ajuda a nos conhecer intimamente, pois poucos conhecem a si mesmo (eu mesmo sei muito pouco de mim) mas é isso que impulsiona a humanidade a seguir em frente a romper barreiras e obstáculos e a acreditar.
Tudo é no seu tempo, portanto pratique o despego, pois o que é seu estará guardado intrinsecamente.
Pensando e repensando a postura diante do mundo
Algumas coisas simplesmente não morrem de uma causa natural ou de uma forma fácil, elas se transformam e evoluem.
Pois do Amor se tem a verdade e a verdadeira paixão que são únicos, intrínsecos, repensando na postura diante do mundo e que sempre estará um passo à frente em relação ao seu futuro! mas ainda assim uma sensação de amizade sensível ao toque, Isso tudo são questões filosóficas praticas, que a gente sempre se questiona mas nem sempre se tem respostas satisfatórias e instantâneas que apenas mostram um ponto de vista cientifico (pois na ciência só existe a razão) a criação do Universo e do nosso Universo multifacetado, sempre haverá coisas interessantes que é considerar a arte e a fé como manifestação real do que está dentro de nós como humanos e mundanos, e que tudo não passar de um caos livre e libertário onde isso tudo que está a nossa volta é lúdico e permitido, pois somos frutos desse caos… que manifestamos em conjunto pela essência da arte.
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Estudos de Historia – Apenas um esboço sobre as primeiras civilizações Mesopotâmicas.

16683407_10209562504997007_1700889553_nLocal onde se localizava a antiga Mesopotâmia atualmente    Duhuk – Norte do Iraque 2011/ foto por Shirin Khlif (Tunísia)

Ao estudar a história e suas antigas civilizações orientais devemos destacar e lembrar da Mesopotâmia, uma das primeiras civilizações junto com os egípcios, os hebreus, os fenícios, os persas, os hindus e os chineses.
Os mesopotâmicos viviam em uma comunidade (sem classes) que com o tempo passou a ser uma sociedade dívida entre ricos e pobres esse é um dos elementos que marcam essas civilizações.
E baseados na agricultura e nos sistemas de irrigação e agropecuária, pois a Mesopotâmia ficava entre os rios Tigres e Eufrates outra característica é no poder político centrado basicamente na religião pois são sociedades teocráticas, outras características é no trabalho servil e trabalho escravo, a divisão de classes entre elite, sacerdotes, militares de alta patente, senhores de terras e família real em discrepância com servos, estrangeiros escravos e homens livres explorados e a crença em vários deuses (politeísta)
Após passar por várias invasões a Mesopotâmia não era um território protegido mas sim de fácil acesso bem diferente do Egito que era cercado por desertos.
Em relação aos povos que lá viviam devemos começar pelos sumérios povo que teve grande contribuição no desenvolvimento da astrologia, medicina e construção de veículos com rodas desenvolveram a escrita cuneiforme e desenvolveram casas com tijolos, fundaram bibliotecas e escolas. A rivalidade entre as cidades-estados terminou por enfraquecê-las e acabou possibilitando que fossem conquistados pelos Acádios.
Acádios fora uma civilização que viva ao norte da Mesopotâmia fundaram cidades entre o Tigre e o Eufrates.
O rei Sargão I foi quem impôs o domínio sobre as cidades onde viviam os sumérios e se declarando o rei e unificando por absoluto da Mesopotâmia mas devemos deixar bem claro que a região passou por sucessivas invasões e conquistas. Podemos citar a seguir o primeiro império Babilônico (2200 a 1650 a.C.)
Hamurábi foi o rei mais conhecido desse período de primeiros anos da Babilônia seu domínio e expansão se estende até o norte da Assíria e também é conhecido pelo código de Hamurábi que se resume da seguinte forma “olho por olho, dente por dente” era um código de regras e condutas que serviam como forma de punição para infratores, falsos acusadores. O Código abarca praticamente todos os aspectos da vida babilônica, passando pelo comércio, propriedade, herança, direitos da mulher, família, adultério, falsas acusações e escravidão.
As punições variavam de acordo com a posição social da vítima e do infrator, bem diferente da Lei de Talião onde apenas haveria punição se a infração fosse cometida e prejudicasse alguém da elite, bem diferente do código de Hamirábi.
Império Assírio (1300 a 612 a.C.)
Viviam ao norte da Mesopotâmia e por serem um exército grande e organizado eram muitas vezes temidos pelos demais povos, os lugares onde eram dominados e conquistados pelos Assírios após a sua expansão, agiam com crueldade, destruindo plantações, saqueando e queimando cidades, basicamente um regime instituído no terror e na crueldade.
Em 612 a.C., Nínive foi tomada pelos Caldeus estabelecidos na Babilônia e o IMPÉRIO ASSÍRIO destruído.

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 Escrita Cuneiforme:

“Sistema de escrita dos mais antigos que se conhecem, inventado pelos Sumérios da Mesopotâmia. Escrita em forma de cunha muito usada sobre tijolos de barro. Surgiu na Mesopotâmia por volta da metade do 4º milênio”